Futebol

07 dezembro 2021, 18h53

Pizzi

ANTEVISÃO

"Responder com um bom jogo, uma vitória e uma alegria para os nossos adeptos" – foi assim que Pizzi apontou aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Para alcançar o objetivo, o Benfica tem de vencer o Dínamo Kiev no jogo da 6.ª jornada da fase de grupos, que tem lugar na quarta-feira, 8 de dezembro, às 20h00, no Estádio da Luz, e esperar que o Barcelona não faça o mesmo resultado em Munique, diante do FC Bayern.

Em conferência de Imprensa, o camisola 21 reiterou que as águias querem "dar a volta" ao mau resultado no dérbi, recordou que os ucranianos têm jogadores internacionais com muita qualidade e, sobre os números apresentados nesta temporada, sublinhou que o importante é "dar sempre o máximo" para "corresponder às expectativas" quando se é lançado na partida.

Pizzi

Que tipo de jogo espera frente ao Dínamo Kiev, que já está eliminado?

Esperamos um jogo complicado. Todas as equipas que estão na Champions têm qualidade. O Dínamo Kiev já mostrou que tem qualidade, com bons jogadores, internacionais pela Ucrânia. Bateu-se bem com Bayern, Barcelona e connosco. Esperamos uma equipa muito forte defensivamente e nos duelos. Queremos, desde o início, impor o nosso jogo, fazer um grande jogo, dar uma alegria aos adeptos e conseguir a qualificação para os oitavos de final, que é o nosso objetivo.

Hoje em dia, tudo se conhece sobre os adversários, mas Yaremchuk poderá ter um conhecimento maior sobre este Dínamo Kiev. Falaram com ele?

Já no primeiro jogo pedimos dicas ao Yaremchuk sobre alguns jogadores do Dínamo Kiev. Neste momento temos a análise de todos os adversários com quem vamos jogar e estamos identificados com todo o tipo de jogadores. O Dínamo Kiev tem muitos internacionais. Só da equipa titular são cinco ou seis internacionais da Ucrânia, e jogam com regularidade. Estão habituados à Champions, mas estando fora da passagem [para os oitavos de final] na Liga dos Campeões e da Liga Europa, querem dar uma alegria aos adeptos, conquistar uma vitória na fase de grupos, porque também é bom em termos monetários. Nós estamos focados, com vontade de vencer e de dar a volta ao resultado negativo que tivemos no dérbi.

Pizzi

"Todos os jogadores estão focados e conscientes do que têm de fazer"

Pizzi, jogador do Benfica

Como é que o grupo viveu estes últimos dias? Sendo Pizzi um dos elementos com mais anos de Benfica, teve o papel de falar com os restantes jogadores para mostrar o quão duro é perder com o Sporting e nas condições em que foi?

Sim. Primeiro, perder num clube como o Benfica é sempre duro. Perder num dérbi e em casa é ainda mais duro. O bom das grandes equipas é que passados dois, três dias temos a oportunidade de, já em campo, responder da melhor maneira com um bom jogo, uma vitória e uma alegria para os nossos adeptos, porque eles bem merecem. Apoiaram-nos bastante no último jogo, apesar de o resultado não ser o melhor para todos. Todos os jogadores estão focados, conscientes do que têm de fazer, dos erros que cometemos no último jogo, e neste é tentar dar a volta por cima, fazer um bom jogo, voltar ao que é a nossa imagem e qualidade e conquistar a vitória, que é o nosso objetivo.

Em relação ao jogo de Munique, entre o Bayern e o Barcelona… no fundo, não interessa escutar o que se vai passando por lá, porque, se o Benfica não vencer o Dínamo Kiev, nada interessará...

O outro jogo não interessa muito se não fizermos o nosso trabalho. O nosso foco e a nossa cabeça têm de estar aqui e em vencer o Dínamo Kiev. Não conseguimos controlar o que se vai passar em Munique, só controlamos o que se passará no Estádio da Luz.

Pizzi

No ano passado, por esta altura, Pizzi tinha sido titular em 14 jogos e marcado 10 golos. Na presente temporada foi titular em oito, marcou apenas dois. Consegue explicar esta variação? Tem relação com a chegada de João Mário?

Comparando os meus números com os anos anteriores, não estão a ser os que gostaria de ter neste momento. Em relação à chegada do João Mário, pouco tem a ver, porque ele não joga na minha posição. Mesmo que jogasse, toda a gente sabe da qualidade do João Mário, e se eu ficasse no banco por ele seria, não com todo o gosto, mas bom, porque sei da qualidade do meu, entre aspas, rival de posição. Em relação ao resto, o importante é o jogador estar focado diariamente no treino, no que pode controlar, que é treinar no limite, dando sempre o máximo. Depois é esperar pela oportunidade e, quando se é chamado, seja por 5, 10, 45 ou 90 minutos, dar o máximo. Para mim, é um orgulho enorme cada vez que represento este clube, vou sempre dar o máximo para ajudar a equipa, para ajudar no que o míster me pedir e para, no final, obviamente, estarmos todos a sorrir. Nem todos os jogadores podem jogar a titular, uns jogam sempre mais do que os outros, e uma das coisas mais importantes numa equipa é que os que não jogam deem sempre o máximo no treino para os titulares saberem que do outro lado estão jogadores a tentar puxar por eles e a tentar entrar naquele lugar. É o que faço diariamente, dar o meu melhor para quando for chamado corresponder às expectativas.

Texto: Marco Rebelo e Rafaela Certã Alves
Fotos: Cátia Luís / SL Benfica
Última atualização: 7 de dezembro de 2021

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